ຂ່າວສານ
ໄຟລ໌
ຢາສູບ




Conjunto de vários Universos com variações do fato original.

E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudades dessa coisa que eu não sei o que é.

A gente alonga a história, nem que seja para dizer que chorou. Porque terminá-la, colocar um ponto definitivo, é duro demais. A gente vira dor para não virar fim.

entenebrar:

Eu 
Eu nunca consigo entender os porquês

Nem sei mais se você passa por aqui, já faz tanto tempo que não tiro a poeira do que sobrou da gente. Faz tanto tempo que me seguro quando falam de você, que nem sinto mais a secura rouca do choro preso com esse nó tão firme que amarrei na garganta. Fujo tanto da sua lembrança, que tudo que aparece eu faço, eu trabalho, leio, corro, vou pra academia, pra faculdade, saio com meus amigos, faço tudo e me dou em tudo, mas eu nunca esqueço de pensar o quanto estaria orgulhosa de mim assim, tão feliz, tão cheia de amigos que conquistei sozinha, mesmo com essa minha dificuldade com pessoas novas.
Hoje, passo cada noite pensando em tudo menos em você, cada dia é o dia todo passando as músicas que me lembram você. Você sabe que não é por raiva, né? Você sabe, você me conhece melhor que ninguém. É que a saudade me acompanha a tempos, eu finjo que ela não existe, mas cada banda nova que eu conheço, cada filme, me faz lembrar que saudade é a única coisa que tenho de nós duas. E dói. Às vezes, quando me esqueço de te esquecer, fico tentando lembrar de pedacinhos do seu corpo, do seu rosto, do seu pé, eu não me permito esquecer. Nada me acalma mais que essa sinestesia louca de lembrar do cheiro do seu cabelo e lembrar de você me falando que ele é cheiroso por causa do tamanho e por que você deixa ele um tempo com shampoo, daí já lembro dos nosso banhos, dos abraços debaixo do chuveiro, e de como adorava beijar sua bochecha molhada.
Adorava como você espreguiçava e de como era cheirosa de manhã, de como juntava os farelos com os dedinhos enquanto a gente conversava. Seu medo era tão claro quando me deixava pegar a moto, mas era lindo como você tentava esconder, linda. Adorava pegar na sua cintura quando você acelerava na marginal, só deus sabe o quanto eu amava sua cintura e suas costinhas pequenas, só eu sei o que eu daria pra poder estralar suas costas sem nunca mais reclamar.
 Só eu sei o que eu daria pra ter te conhecido antes, pra poder passar mais uma semana acordando feliz por ter conseguido passar a noite toda te abraçando, cozinhar pra você as maiores invenções, nunca te deixar ficar estressada com a sua mãe, te fazer rir, te morder, assustar a gata, atentar a Pisquila, te falar sempre do quanto sua bunda é grande, e o quanto você fica linda descabelada de manhã. Te lembrar sempre que nunca amei alguém tanto assim, e que se for pra sofrer tudo de novo, chorar tudo de novo, eu viveria com você mais um milhão de vezes por que você vale tudo. Vale até que eu tente ser feliz sem você. Vale até, que pelo menos uma vez por dia, eu tenha um sorriso sincero por ter esse amor tão grande morando dentro de mim e que pessoas morrem sem nunca ter sentido isso. Mas eu nunca te tirarei de dentro de mim, nunca, eu sei. Você sempre será o meu melhor pedacinho.

Cansei de chorar pelos olhos
ou dedos
agora eu choro pelo céu!
então já sabe…
se chover, sou eu.

ilicitum:

cybernatings:

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Submarine (2010)
Past Memories

Ainda não contei de você a ninguém. Acho meio arriscado ou, quem sabe, mera superstição. Eu sei que as pessoas vão me pedir cuidado. Assim me guiei por uma vida toda e foi exatamente isso que hoje me faz uma pessoa contando uma história de amor sem nunca ter protagonizado uma. De um jeito ou de outro, sempre soube que pegar leve era uma forma de me manter todas as minhas metades comigo mesma, até então sem saber pra quê servia isso. Só pude ver o tamanho do erro no seu sofá-cama, no meio de um beijo estranho. Você engolindo minhas lágrimas bobas, lambendo minhas bochechas nos créditos de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, que, aliás, a única coisa que entendi do filme é que o amor é uma coisa bem complicada. Você tentou me explicar por partes, e eu me senti menos burra e ridícula, embora com os olhos ainda aguados. Pega no meu queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim, qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas são assim mesmo, o amor invade pela boca enquanto a gente se olha e fica rindo.

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